Jhonn D / Blog

Um Negócio Perfeito?

Temos a tendência natural de valorizamos somente aquilo que achamos que julgamos perfeito. Todos nós gostamos de perseguir a perfeição, ainda mais dentro daquela área que achamos que somos muito bons. No entanto, fazer tudo bem, o tempo todo, é uma tarefa impossível. E digo impossível em todas as áreas da nossa vida.

Por isso, procurar o amor perfeito, o amigo perfeito, a faculdade perfeita, o casamento perfeito, um negócio perfeito, pode se tornar uma busca muito longa e solitária.

Quero aqui focar o aspecto Business da nossa vida. E para isso, início te perguntando: O que é um negócio perfeito para você?

Talvez a resposta seja igual para muitos de nós, que temos o empreendedorismo correndo em nossas veias. Poderíamos dizer que em um negócio perfeito, a primeira coisa que gostaríamos, é a ausência de um chefe, todos os dias, liberdade de tempo, possibilidade de conquistar uma renda ilimitada, uma renda residual, algo que me permita crescer, que seja positivo, um negócio que resista aos altos e baixos da economia e hoje principalmente da política.

Dentro das relações econômicas existem 5(cinco) categorias que se encaixam praticamente em todos os tipos de negócios:

Tradional Worker – São aqueles que desenvolvem seus negócios ou seu trabalho baseando-se principalmente na prestação de serviço: concertando algo, construindo alguma coisa, servindo/cuidando de algo ou alguém, gerando soluções para o negócio de alguém, etc.

Corporate Worker – São aqueles que desenvolvem suas capacidades pessoais(adquiridas na prática) ou acadêmicas – mais não executam nenhum serviço manual/vendas, são os realizadores e estrategistas dentro de uma empresa.

Dealer – “Negociante”, talvez uma das áreas de negócios mais antigas e conhecidas. É impressionante a quantidade de dinheiro que se pode ganhar nessa área. O “negociante”(ou hoje como é bem conhecido: vendedor) naturamente começa a adaptar o seu estilo de vida conforme a sua remuneração. Porém, é uma categoria bem vulnerável e instável devido a mudanças exteriores que são inevitáveis e independentes da ação do “dealer”, por exemplo: Sem explicação ou aviso, a empresa diminui o seu território de atuação, contrata outros profissionais, e exige que você continue a produzir da mesma maneira que antes. Nessa categoria a pessoa, devido aos seus esforços, pode até consegui acumular bens e uma vida aparentemente estável, porém o “Dealer ou vendedor”, não possue tempo para usufruir destes bens
e desta estabilidade, tendo que muitas vezes tralhar 70/80h por semana.

Businessman – Essa categoria vive inicialmente no sonho americano, no sonho da vida sem chefe, e com sua perseverança, muitos conseguem fazer com que esse sonho se torne realidade, mas não da maneira que esperam. Muitas vezes esses empreendedores montam um negócio por terem uma habilidade especifica em algum área, mas logo descobrem que precisam gerenciar financeiro, logística, trabalhar na produção, na administração dos recursos humanos da empresa, que precisam trabalhar marketing, fazerem gestão de custos, dentre outras coisas, isso quando, para realizarem seus sonhos, não contraem dividas para montar um negócio. Isso ronda suas cabeças diariamente, sugando suas energias impedindo de infelizmente colocar em prática as suas capacidades especificas que eram a principio a grande motivadora de abrirem suas empresas, e por fim, infelizmente 64% desses novos empreendedores fecham as portas antes de completarem 05 anos de funcionamento.

Investidores – E por fim, a última categoria. Os investidores. No Brasil, somente 5% da população tem esse perfil. Os investidores precisam ter muito dinheiro e habilidades gerenciais para iniciar um novo negócio em parceria, e por fim ele precisa ser eficiente e ter sorte no negócio escolhido para aplicar. Hoje a economia global e principalmente a brasileira é muito oscilante e imprevisível o que torna essa categoria uma verdadeira loteria.

Nesse cenário, levando em conta todas as novas tendências de negócios e os avanços conquistados principalmente com o advento da internet, precisamos lidar com o fato de que estamos diante de uma nova economia.

O crescimento das grandes empresas nos últimos 100 anos criou quatro grandes máximas:

– 1°: Vá estudar, se forme e aprenda ser um bom executor, um bom empregado;

– 2°: encontre uma boa e sólida empresa que o contrate;

– 3°: Ajude essa empresa crescer, crie estabilidade nessa empresa, domine seu setor dentro dela, e trabalhe para ela durante 40 anos;

– 4°: Aproveite sua contribuição social e se aposente.

No entanto, com as comódites caindo, as bolsas em colapso, a canibalização mercadológica, o mercado acabou repaginando essas grandes máximas:

– 1°: Vá estudar, se forme e aprenda ser um bom executor, um bom empregado;

– 2°: encontre uma boa e sólida empresa que o contrate;

– 3°: Mude de empresas por vários motivos ao longo de sua carreira (a empresa que fechou, não lhe deu oportunidade de crescimento, congelou por vários anos seus rendimentos);

– 4°: Descubra que você passou a vida inteira pagando sua aposentadoria e agora não pode mais se aposentar confortavelmente após 40 anos de contribuição e vai ter que continuar trabalhando para se sustentar e ainda ajudar algum ente querido;

Junto com a nova economia vem a ECONOMIA DE PERFORMANCE REMUNERAÇÃO POR DESEMPENHO.

A maneira de você realizar suas atividades são quase as mesmas, no entanto, com uma carga a mais de pressão, porque quem dita agora seus rendimentos não é mais a empresa é você: A empresa diminui seus rendimentos mensais, com o discurso que você poderá ganhar muito mais tendo um adicional por metas atingidas. Porém, se você não cumprir as metas (são vários os fatores que possibilitam, ou não, o atingimento de uma meta global) a empresa economiza utilizando 100% dos seus esforços e capacidades. Se você cumprir as metas, com certeza no próximo ano elas estarão maiores (tendo a empresa, ou não, a capacidade para atingir essas metas).

A 100 anos atrás 90% das pessoas trabalhavam na agricultura, hoje esses números estão abaixo de 5% graças aos avanços tecnológicos e automação no campo. Lembram das telefonistas que ligavam das páginas amarelas te oferecendo serviços, ou aquelas que você ligava para pedir um número de telefone, hoje são as URAS (Unidades de Respostas Audível) que executam esses trabalhos. E quem tem saudade das vídeos locadoras, hoje encontrar uma em nosso meio é cada vez mais raro. Hoje os filmes são vistos em Ipads, Iphones, a qualquer momento em qualquer lugar.

O mundo tem se tornado cada vez mais plano – e as consequências para aqueles que não acompanham essa evolução, não só tecnológica, da maneira de fazer negócios está fadado ao insucesso.

Por isso cada vez mais o Marketing de Rede, ou Network Marketing, tem crescido tanto mundialmente e principalmente aqui no Brasil, porque ela se encaixa e vem como resposta à muitos anseios pessoais. Só nos EUA 04 entre 10 famílias fazem Marketing de Rede, já no Brasil é 0,5 para cada 10 famílias.

Mas se você me perguntar agora?

– Charlles então o Marketing de Rede é o Melhor negócio que surgiu até hoje?

E eu lhe responderei, bem convicto:

– NÃO!

– Ele só é o mais inteligente. Com mais possibilidades, mais conectado com a nova economia global!

Vamos refletir juntos:

– Para uma empresa qual seria a melhor opção, investir milhares de reais R$ em publicidade ou dar um comissionamento de acordo pelo desempenho do parceiro para que ele trabalhe fazendo o “boca a boca”. Com certeza o é o “boca a boca” porque é o método mais eficaz, com mais resultado, e muito mais saudável de levar a marca adiante. E a pessoa recebe o seu pagamento mediante a comercialização de um produto. O retorno é 100% garantido!

E preste bem atenção, quantas vezes fazemos isso diariamente e não somos remunerados por isso? Quantas vezes indicamos um restaurante? Um filme no cinema? (até a poltrona e a pipoca fazemos indicação) Quantas vezes você indicou uma marca de roupa, um shampoo, um batom e não ganhou nada por isso!

Porém, existe certo entrave inicial no Marketing de Rede! Um entrave que, para aqueles que não possuem certa maturidade e não reconhecem que sua dignidade vai muito além do que fazemos ou temos, pode dificultar seu trabalho deslanchar. Essa pegadinha está ligada aquilo que chamamos de “estima social” e aqueles que desejam crescer nesse novo negócio, devem estar dispostos a aceitar uma perda temporária num primeiro momento de estima social de pessoas que infelizmente não tem a capacidade de entender ainda esse novo modelo de negócio, e suas cabeças e crenças funcionam ainda no sistema antigo de negócio, e por não terem essa capacidade ainda de entender rejeitam não só o negócio mas muitas vezes acabam rejeitando as pessoas que desenvolvem esse novo método de negócio. Mas cabe a você não só aceitar temporariamente a perda dessa estima social como também abraçar essa perda, porque isso mostra a sua resiliência e que você tem uma visão de futuro.

Talvez você tenha um círculo de amizade com muitas pessoas que possam já ter participado do Marketing de Rede, ou conhecem alguém que participou, se envolveu com esse modelo de negócio e não perseveraram. Mais porque? Porque não tinham capacidade? Porque o modelo não funciona? Porque não vale a pena? A resposta minha seria: É necessário estudar caso a caso!

Porém, se eu tivesse que escolher uma opção mais de 80% dessas pessoas, eu diria que o problema estava na seguinte atitude:

– Nossa tem o Marcos (acredito que ele se interessaria), a minha prima Camila (essa com certeza vai querer), e tem também a Regina no meu trabalho, poxa lembrei, minha irmã ama esse tipo de produto ela seria ótima, e tem um outro amigo que ama investir em novos negócios, depois tem o Hugo, tem Sr. Paulo, poxa fechado vou entrar, minha lista campeã já está pronta e montada.

Essa pessoa que fez isso não está nem começando um novo negócio, está muito longe de ser um empreendedor, está torcendo par ter sorte, como se estivesse jogando numa raspadinha de loteria. Se raspar e não ganhar joga o bilhete fora!

E é com essa sua habilidade catastrófica, sem nenhum treinamento, sem nenhuma base construída para esse novo negócio, começa a receber um não atrás do outro. E após algumas horas semanais investido nesse novo negocio de forma desastrosa, sem planejamento, sem meta e foco, ele desiste e não assume a responsabilidade, culpando o Marketing de Rede e faz questão de dizer a todo mundo: “Isso é uma roubada! Eu ofereci para todo mundo que eu conhecia (06 pessoas), fiz tudo o que estava em meu alcance (todo negócio existe um plano de ação e de metas, ele nunca fez isso) e o Marketing de Rede realmente não funciona.”

Se você não entender que esse novo negócio ele segue primícias básicas de qualquer negócio, como tempo de maturação, trabalhar os canais de distribuição dos produtos, trabalhar a sua praça de atuação. Realmente o Marketing de Rede não é um negócio para você. Mas se você entende, e consegue lidar com todas essas pressões inerentes de qualquer negócio que você montar, então parabéns, você está pronto para entrar no seleto de empreendedores do chamado Negócio do Século XXI.

 

Charlles Rodrigo
Jhonn D
Diretoria de Marketing
& Novos Negócios